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Arquivo de junho 27, 2007

Estudante da Unisinos será árbitro no Pan

Quem for aos Jogos Panamericanos assistir às competições de Tênis pode não prestar muita atenção nos juízes, a não ser que os atletas reclamem de alguma marcação.

 

Para evitar que isso aconteça, os juízes de linha fazem um rodízio durante a partida, às vezes ficam uma hora em quadra e meia hora fora.

 

Quando os jogos estiverem sendo realizados este ano no Rio de Janeiro fará parte do quadro de arbitragem o estudante de Educação Física da Unisinos, Thiago Martins.

 

 

Ele será um dos juízes de linha do Pan, como é a primeira vez que participa de um evento desse porte, Thiago não esconde a ansiedade. “Quando recebi o e-mail de convocação nem acreditei, a ficha só está caindo mesmo agora, que já está perto da viagem.”

Com dois cursos de arbitragem de Tênis, um pela Confederação Brasileira, onde pode atuar como juiz de linha em todas as competições. E outro pela Federação Internacional em que pode arbitrar jogos de cadeira até 18 anos e torneios profissionais como juiz de linha, a ida para o Pan será um momento importante para o seu futuro profissional.

Controle antidoping adota maior rigor

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) tem desde 1976 o Dr. Eduardo Henrique De Rose como responsável pela área de controle de doping. Professor Titular de Medicina do Esporte, já visitou como especialista mais de 90 países nos cinco continentes. Atualmente, é presidente da Comissão Médica da Organização Desportiva Pan-Americana (ODEPA), responsável pela coordenação das operações antidoping por parte da Comissão Médica do Comitê Olímpico Internacional (COI) e integrante do Conselho da Agência Mundial Antidoping (WADA).

 Material para exame antidoping

Nos Jogos Panamericanos um dos integrantes da Comissão de Antidoping é o professor da UFRGS e da Unisinos, técnico de judô e luta olímpica, Alexandre Velly Nunes, que participará de seu quarto Pan no Rio. Também esteve presente nas últimas quatro olimpíadas atuando nestas competições no Doping Control Officer (DCO, oficial de controle de doping, em português).

Nunes treinou cerca de 20 voluntários gaúchos que trabalharão como escolta no Rio, uma das atribuições dos fiscais. A função deles é notificar, escoltar, olhar o atleta urinar em um copinho, validar a amostra e encaminhá-la para o exame.

A sofisticação do emprego de substâncias proibidas obrigou o controle antidoping a ter maior rigor. Antes, não era preciso acompanhar o momento do exame, mas, atualmente, o escolta deve levar o atleta até a estação, mandá-lo baixar o calção até o joelho, levantar a camisa até a altura do umbigo e observar a urina saindo.

As escoltas femininas geralmente se agacham para ver se o líquido está realmente saindo do corpo da mulher – em alguns casos, podem ser orientadas a urinarem de pé na privada. Tudo para evitar que os atletas que se dopam burlem os testes.

Nunes será responsável pelos voluntários no complexo do Riocentro, a princípio longe do trabalho de escolta. Mas afirma, com autoridade, não ser uma tarefa agradável. “É constrangedor. Na primeira e na última vez. Sempre.”

Segurança será prioridade no Panamericano

Um dos pontos da organização dos Jogos que recebeu prioridade no destino de recursos foi o setor de segurança. O plano de segurança do Pan é coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, que é subordinada ao Ministério da Justiça, em parceria com a Secretaria estadual de Segurança. Ao todo são 18 mil agentes entre policiais federais, rodoviários federais, militares e civis, além da Força Nacional de Segurança, que contará com seis mil homens, que virão de todos os estados do Brasil. O plano tem um orçamento de R$ 562 milhões.

 

Soldados da Força Nacional

No planejamento de segurança para os jogos foram adquiridos 1.500 veículos (motos, viaturas, carros de bombeiros e outros veículos adaptados); 24 novas aeronaves; 18 mil rádios digitais; armamento letais e não-letais; equipamentos antibombas e de perícia; sistema de monitoramento integrado; montagem de oito centros regionais de comando e controle; e contratação de 15 mil agentes de segurança.

Foi criada uma central de inteligência coordenada pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que está realizando um monitoramento de diversas pessoas e grupos não apenas no Rio de Janeiro, mas em diversos estados do país. O objetivo é identificar qualquer ação criminosa que esteja sendo planejada para os jogos.

Por esses números, o professor de Atletismo no curso de Educação Física na Unisinos, Jorge Teixeira, acha que o trabalho que vem sendo realizado pelos órgãos de segurança irá garantir a realização dos jogos sem incidentes.

No entanto, outros entrevistados manifestaram a preocupação com a segurança no Rio de Janeiro devido aos últimos enfrentamentos entre a polícia e os traficantes.

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