Tonterias

divagações na rede

Arquivo para Abril, 2007

Podcast: uma nova forma de ouvir

O Podcast é um meio veloz de distribuir sons pela internet, um neologismo que funde duas palavras: iPod, o tocador de arquivos digitais de áudio da Apple, e broadcast, que significa transmissão em inglês. 

Em fevereiro de 2004, a palavra apareceu no jornal inglês The Guardian como um sinônimo para audioblog, que significa blogar com áudio em lugar de blogar com textos. No começo de 2006, concorrentes do iPod deram outro significado para o termo podcast: personal on demand broadcast, ou algo como transmissão pessoal sob encomenda. 

O podcast tem vários programas, ou episódios, como se fosse um seriado. Os arquivos ficam hospedados em um endereço na internet e, por download, chegam você pode baixar o arquivo no computador, no iPod, no celular ou
em um PDA (computador de mão). Para ouvir quando quiser.
 

Como o som se propaga no ciberespaço através de arquivos MP3 (sigla para MPEG Audio Layer 3), que é um formato para compressão de áudio que elimina as freqüências de som inaudíveis ao ouvido humano. Esse mecanismo tornou as músicas mais leves, que passaram a circular pela rede com facilidade e rapidez. O podcast usa arquivos de áudio em MP3. 

Em vez de enviar para lá e para cá arquivos de MP3, que têm peso, ocupam banda de servidor, tornam sua conexão lenta, no podcast você trabalha com o RSS. O RSS é um tipo de arquivo que segue os padrões de um formato XML, que traz uma lista de endereços de arquivos na internet, que são os links para estes arquivos, e algumas informações relacionadas a eles. 

Através do RSS, o podcast se torna um sistema de transmissão de arquivos pela web que permite, para um ouvinte, receber automaticamente, cada vez que ele se conecta na internet, as novas edições de um programa de rádio (ou vídeo) sem que ele tenha de visitar a todo o momento o site em que o programa é produzido. A cada nova edição, o ouvinte é notificado e o programa -o podcast- é automaticamente baixado em seu computador. 

Depois disso, é só escutar o podcast. No próprio micro ou num tocador portátil de MP3. Apesar do nome dessa tecnologia estar associada ao player iPod, da Apple, qualquer marca de tocador portátil de MP3 pode reproduzir um podcast. 

Para receber um podcast, basta que o ouvinte faça uma assinatura do programa que lhe interessa, adicionando o endereço específico da transmissão em seu agregador de mídia, software que, baseado na tecnologia xml, faz a atualização dos novos episódios de um programa assinado. 

Para se aventurar pela podosfera (nome que se dá ao universo dos podcasts), é preciso ter um programa agregador para fazer as assinaturas e o download dos podcasts, e de um programa que leia arquivos MP3, como o Windows Media Player, iTunes, Winamp ou Real Audio, que servem para ouvir os podcasts efetivamente. Os programas iTunes (a partir de sua versão 4.9) e o Winamp (a partir de sua versão 5) condensam em si essas duas funções, permitindo fazer a assinatura, download e audição de um podcast sem necessidade de outro software. Todos esses programas podem ser baixados da web gratuitamente. 

Para produzir seu próprio podcast, é preciso ter um kit multimídia completo, com placa de som, microfone e caixas de som (ou fones de ouvido). Além disso, é necessário ter um programa de gravação e edição de áudio em seu computador. Alguns kits multimídia já vêm com um programa para isso. Senão, é possível encontrar na web programas gratuitos, como o Audacity, que permitem capturar sons, editá-los e exportar
em formato MP3.
 

O podcast do site Banheiro Feminino adotou um novo nome para identificar o formato do programa, que reforça o estilo do trabalho voltado para o seu público, ainda explica como assinar o seu fodecast e disponibiliza os arquivos em MP3 para ser ouvido no próprio site. 

Já em um site como o UOL é possível encontrar podcasts sobre cinema, música, notícias, horóscopo, e até sobre qualidade de vida. Como esse novo formato cresce rapidamente é só ficar atento nos passeios pela web para descobir qual tipo de programa mais lhe atrai. 

Mas, embora o podcast seja uma nova possibilidade de comunicação que evolui velozmente, ainda não atingiu a maturidade. Não está no estágio dos blogs e flogs, por exemplo.

O futuro dos sites na web 2.0

A web 2.0 é uma plataforma que possui um sistema de princípios e práticas que integram alguns sites na internet. O termo Web 2.0 é utilizado para descrever a segunda geração da World Wide Web –tendência que reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais. 

Em resumo as inovações na web 2.0 respondem pela capacidade de gerenciamento e distribuição de dados com a participação dos usuários da rede. O funcionamento dos sites de web 2.0 é que quanto mais são usados melhores ficam, aprimorando suas ferramentas e navegação. O número de sites e serviços que exploram esta tendência vem crescendo e ganhando cada vez mais adeptos.

A inovação das RSS 

É o avanço mais significativo da arquitetura básica da web. O termo vem da abreviação de “really simple syndication” [distribuição realmente simples], é uma maneira de distribuir informação por meio da internet que se tornou uma poderosa combinação de tecnologias “pull” – com as quais o usuário da web solicita as informações que deseja- e tecnologias “push” – com as quais informações são enviadas a um usuário automaticamente.  

A RSS permite que os usuários liguem os conteúdos de uma página a outra. É uma facilidade para a difusão de conteúdos na web sem a necessidade de estar alocado a um grande site ou provedor. Através da RSS os blogs passaram a ter uma relevância maior até na mídia tradicional que já faz uso da ferramenta nos grandes grupos. O visitante de um site que funcione com RSS pode solicitar que as atualizações lhe sejam enviadas (processo conhecido como “assinando um feed”). 

A radicalização da Wikipedia 

A forma como o usuário tem a possibilidade de alterar um conteúdo ou de acrescentar outro faz da página um exemplo de web 2.0. A enciclopédia baseada nas informações adicionadas pelos usuários é considerada uma experiência radical de confiança, a qual implantou de forma profunda uma nova dinâmica na criação de conteúdos.

Um jornal na web- Análise do site El Pais

No site do jornal espanhol El Pais existe uma mistura de mídias e adaptações das mesmas. Por se tratar da versão online de um jornal impresso, a capa traz muitas semelhanças com o próprio jornal, no topo da página em uma barra de menu horizontal estão distribuídas as editorias. A manchete principal ocupa um espaço maior e com foto, como no impresso. As notícias seguintes possuem destaque e tamanhos diferentes de acordo com sua relevância, até aí bem parecido com o jornal.

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Embora lembre o jornal, a página traz uma opção de navegação fácil, podendo acessar a barra de menu e ir direto aos assuntos de seu interesse. Faz uso de galerias de fotos acompanhadas de notícias, proporciona assim um maior conteúdo para os leitores da internet. Os vídeos também têm espaço na página. Nos textos, a formatação segue o estilo da web, com parágrafos, mas não faz uso de links no corpo da notícia. Para substituir o recurso usa box com notícias relacionadas, palavras chaves, índice das últimas notícias e recursos gráficos. O site se apropria de muitos recursos do jornal impresso mas também faz uso de ferramentas da web.