Tonterias
divagações na redeEstudante da Unisinos será árbitro no Pan
Quem for aos Jogos Panamericanos assistir às competições de Tênis pode não prestar muita atenção nos juízes, a não ser que os atletas reclamem de alguma marcação.
Para evitar que isso aconteça, os juízes de linha fazem um rodízio durante a partida, às vezes ficam uma hora em quadra e meia hora fora.
Quando os jogos estiverem sendo realizados este ano no Rio de Janeiro fará parte do quadro de arbitragem o estudante de Educação Física da Unisinos, Thiago Martins.
Ele será um dos juízes de linha do Pan, como é a primeira vez que participa de um evento desse porte, Thiago não esconde a ansiedade. “Quando recebi o e-mail de convocação nem acreditei, a ficha só está caindo mesmo agora, que já está perto da viagem.”
Com dois cursos de arbitragem de Tênis, um pela Confederação Brasileira, onde pode atuar como juiz de linha em todas as competições. E outro pela Federação Internacional em que pode arbitrar jogos de cadeira até 18 anos e torneios profissionais como juiz de linha, a ida para o Pan será um momento importante para o seu futuro profissional.
Controle antidoping adota maior rigor
O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) tem desde 1976 o Dr. Eduardo Henrique De Rose como responsável pela área de controle de doping. Professor Titular de Medicina do Esporte, já visitou como especialista mais de 90 países nos cinco continentes. Atualmente, é presidente da Comissão Médica da Organização Desportiva Pan-Americana (ODEPA), responsável pela coordenação das operações antidoping por parte da Comissão Médica do Comitê Olímpico Internacional (COI) e integrante do Conselho da Agência Mundial Antidoping (WADA).

Nos Jogos Panamericanos um dos integrantes da Comissão de Antidoping é o professor da UFRGS e da Unisinos, técnico de judô e luta olímpica, Alexandre Velly Nunes, que participará de seu quarto Pan no Rio. Também esteve presente nas últimas quatro olimpíadas atuando nestas competições no Doping Control Officer (DCO, oficial de controle de doping, em português).
Nunes treinou cerca de 20 voluntários gaúchos que trabalharão como escolta no Rio, uma das atribuições dos fiscais. A função deles é notificar, escoltar, olhar o atleta urinar em um copinho, validar a amostra e encaminhá-la para o exame.
A sofisticação do emprego de substâncias proibidas obrigou o controle antidoping a ter maior rigor. Antes, não era preciso acompanhar o momento do exame, mas, atualmente, o escolta deve levar o atleta até a estação, mandá-lo baixar o calção até o joelho, levantar a camisa até a altura do umbigo e observar a urina saindo.
As escoltas femininas geralmente se agacham para ver se o líquido está realmente saindo do corpo da mulher – em alguns casos, podem ser orientadas a urinarem de pé na privada. Tudo para evitar que os atletas que se dopam burlem os testes.
Nunes será responsável pelos voluntários no complexo do Riocentro, a princípio longe do trabalho de escolta. Mas afirma, com autoridade, não ser uma tarefa agradável. “É constrangedor. Na primeira e na última vez. Sempre.”
Segurança será prioridade no Panamericano
Um dos pontos da organização dos Jogos que recebeu prioridade no destino de recursos foi o setor de segurança. O plano de segurança do Pan é coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, que é subordinada ao Ministério da Justiça, em parceria com a Secretaria estadual de Segurança. Ao todo são 18 mil agentes entre policiais federais, rodoviários federais, militares e civis, além da Força Nacional de Segurança, que contará com seis mil homens, que virão de todos os estados do Brasil. O plano tem um orçamento de R$ 562 milhões.

No planejamento de segurança para os jogos foram adquiridos 1.500 veículos (motos, viaturas, carros de bombeiros e outros veículos adaptados); 24 novas aeronaves; 18 mil rádios digitais; armamento letais e não-letais; equipamentos antibombas e de perícia; sistema de monitoramento integrado; montagem de oito centros regionais de comando e controle; e contratação de 15 mil agentes de segurança.
Foi criada uma central de inteligência coordenada pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que está realizando um monitoramento de diversas pessoas e grupos não apenas no Rio de Janeiro, mas em diversos estados do país. O objetivo é identificar qualquer ação criminosa que esteja sendo planejada para os jogos.
Por esses números, o professor de Atletismo no curso de Educação Física na Unisinos, Jorge Teixeira, acha que o trabalho que vem sendo realizado pelos órgãos de segurança irá garantir a realização dos jogos sem incidentes.
No entanto, outros entrevistados manifestaram a preocupação com a segurança no Rio de Janeiro devido aos últimos enfrentamentos entre a polícia e os traficantes.
Cobertura dos Jogos Panamericanos muda enfoque da imprensa
O destaque dado a cobertura dos Jogos Panamericanos pelos diversos veículos de comunicação evidencia o investimento do Governo e de empresas privadas parceiras que buscam divulgar uma outra imagem do País.
Na opinião da professora Luiza Carraveta, Pós Doutorada em Televisão pela Universidade da Califórnia, esse é um movimento válido para uma mudança no que é produzido de notícia sobre o Brasil.
Luiza destaca que quando a TV dá espaço para o esporte em sua programação ela está mostrando que existe alternativa para o desenvolvimento social, principalmente das crianças.
Tratamento com acupuntura é reconhecido cientificamente
A acupuntura é um dos componentes da Medicina Tradicional Chinesa. No Brasil, foi reconhecida como especialidade médica em agosto de 1995, e está inserida no SUS desde o ano de 1988. O exercício da acupuntura exige a elaboração de diagnóstico, prognóstico e instituição de procedimento terapêutico invasivo.
Pode ser entendida como um conjunto de procedimentos terapêuticos que visam introduzir estímulos em certos lugares anatomicamente definidos, os pontos de acupuntura, a fim de obter do organismo, em resposta, a recuperação global da saúde, ou a prevenção da doença.
Em 03 de março de 1988 a Comissão Interministerial de Planejamento e Coordenação (CIPLAN), que incluia as Secretarias Gerais dos Ministérios da Saúde; da Previdência e Assistência; da Educação e Cultura; e do Trabalho, emitiu resolução implantando a Acupuntura nos Serviços Públicos médico-assistenciais, “para garantir o acesso da população a este tipo de assistência”.
O documento ainda fixou procedimentos e rotinas relativas à prática da Acupuntura nas Unidades Públicas de Assistência Médica, definindo que essa atividade seria exercida exclusivamente por médicos. Em 14 de agosto de 1992, devido ao Parecer 22/92, o Conselho Federal de Medicina (CFM) reconheceu a acupuntura como Ato Médico.
Dois anos depois, em junho de 1994, uma Comissão de Acompanhamento da Acupuntura constituida por componentes do CFM e Sociedada Médica Brasileira de Acupuntura (SMBA) elaborou uma recomendação encaminhada à Plenária do CFM, que, em 11 de agosto de 1995, através da Resolução 1455, reconheceu a acupuntura como Especialidade Médica.
Já no ano de 1996, a portaria 971 publicada no Diário oficial em 5 de maio de 2006 aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde, incentivando a adoção de Acupuntura, Homeopatia, Fitoterapia e Termalismo no SUS.
Especialização em acupuntura veterinária chega aos profissionais do País
A acupuntura é reconhecida como especialidade médica, tanto pelo Conselho Federal de Medicina como pelo de Medicina Veterinária. Em 1974, foi fundada a International Veterinary Acupuncture Society (IVAS). Esta instituição oferece cursos de especialização na área, bem como organiza Congressos Internacionais em diversos países do mundo.
No Brasil, para que o profissional seja reconhecido é necessário uma formação em instituições que são regulamentadas e fiscalizadas pela ABRAVET. A entidade já está reconhecida junto ao Conselho Federal de Medicina Veterinária e está em fase de encaminhamento de proposta para reconhecimento de título de especialista.
O País já possui vários cursos de especialização para formação do profissional.
Podcast: uma nova forma de ouvir
O Podcast é um meio veloz de distribuir sons pela internet, um neologismo que funde duas palavras: iPod, o tocador de arquivos digitais de áudio da Apple, e broadcast, que significa transmissão em inglês.
Em fevereiro de 2004, a palavra apareceu no jornal inglês The Guardian como um sinônimo para audioblog, que significa blogar com áudio em lugar de blogar com textos. No começo de 2006, concorrentes do iPod deram outro significado para o termo podcast: personal on demand broadcast, ou algo como transmissão pessoal sob encomenda.
O podcast tem vários programas, ou episódios, como se fosse um seriado. Os arquivos ficam hospedados em um endereço na internet e, por download, chegam você pode baixar o arquivo no computador, no iPod, no celular ou
em um PDA (computador de mão). Para ouvir quando quiser.
Como o som se propaga no ciberespaço através de arquivos MP3 (sigla para MPEG Audio Layer 3), que é um formato para compressão de áudio que elimina as freqüências de som inaudíveis ao ouvido humano. Esse mecanismo tornou as músicas mais leves, que passaram a circular pela rede com facilidade e rapidez. O podcast usa arquivos de áudio em MP3.
Em vez de enviar para lá e para cá arquivos de MP3, que têm peso, ocupam banda de servidor, tornam sua conexão lenta, no podcast você trabalha com o RSS. O RSS é um tipo de arquivo que segue os padrões de um formato XML, que traz uma lista de endereços de arquivos na internet, que são os links para estes arquivos, e algumas informações relacionadas a eles.
Através do RSS, o podcast se torna um sistema de transmissão de arquivos pela web que permite, para um ouvinte, receber automaticamente, cada vez que ele se conecta na internet, as novas edições de um programa de rádio (ou vídeo) sem que ele tenha de visitar a todo o momento o site em que o programa é produzido. A cada nova edição, o ouvinte é notificado e o programa -o podcast- é automaticamente baixado em seu computador.
Depois disso, é só escutar o podcast. No próprio micro ou num tocador portátil de MP3. Apesar do nome dessa tecnologia estar associada ao player iPod, da Apple, qualquer marca de tocador portátil de MP3 pode reproduzir um podcast.
Para receber um podcast, basta que o ouvinte faça uma assinatura do programa que lhe interessa, adicionando o endereço específico da transmissão em seu agregador de mídia, software que, baseado na tecnologia xml, faz a atualização dos novos episódios de um programa assinado.
Para se aventurar pela podosfera (nome que se dá ao universo dos podcasts), é preciso ter um programa agregador para fazer as assinaturas e o download dos podcasts, e de um programa que leia arquivos MP3, como o Windows Media Player, iTunes, Winamp ou Real Audio, que servem para ouvir os podcasts efetivamente. Os programas iTunes (a partir de sua versão 4.9) e o Winamp (a partir de sua versão 5) condensam em si essas duas funções, permitindo fazer a assinatura, download e audição de um podcast sem necessidade de outro software. Todos esses programas podem ser baixados da web gratuitamente.
Para produzir seu próprio podcast, é preciso ter um kit multimídia completo, com placa de som, microfone e caixas de som (ou fones de ouvido). Além disso, é necessário ter um programa de gravação e edição de áudio em seu computador. Alguns kits multimídia já vêm com um programa para isso. Senão, é possível encontrar na web programas gratuitos, como o Audacity, que permitem capturar sons, editá-los e exportar
em formato MP3.
O podcast do site Banheiro Feminino adotou um novo nome para identificar o formato do programa, que reforça o estilo do trabalho voltado para o seu público, ainda explica como assinar o seu fodecast e disponibiliza os arquivos em MP3 para ser ouvido no próprio site.
Já em um site como o UOL é possível encontrar podcasts sobre cinema, música, notícias, horóscopo, e até sobre qualidade de vida. Como esse novo formato cresce rapidamente é só ficar atento nos passeios pela web para descobir qual tipo de programa mais lhe atrai.
Mas, embora o podcast seja uma nova possibilidade de comunicação que evolui velozmente, ainda não atingiu a maturidade. Não está no estágio dos blogs e flogs, por exemplo.
O futuro dos sites na web 2.0
A web 2.0 é uma plataforma que possui um sistema de princípios e práticas que integram alguns sites na internet. O termo Web 2.0 é utilizado para descrever a segunda geração da World Wide Web –tendência que reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais.
Em resumo as inovações na web 2.0 respondem pela capacidade de gerenciamento e distribuição de dados com a participação dos usuários da rede. O funcionamento dos sites de web 2.0 é que quanto mais são usados melhores ficam, aprimorando suas ferramentas e navegação. O número de sites e serviços que exploram esta tendência vem crescendo e ganhando cada vez mais adeptos.
A inovação das RSS
É o avanço mais significativo da arquitetura básica da web. O termo vem da abreviação de “really simple syndication” [distribuição realmente simples], é uma maneira de distribuir informação por meio da internet que se tornou uma poderosa combinação de tecnologias “pull” – com as quais o usuário da web solicita as informações que deseja- e tecnologias “push” – com as quais informações são enviadas a um usuário automaticamente.
A RSS permite que os usuários liguem os conteúdos de uma página a outra. É uma facilidade para a difusão de conteúdos na web sem a necessidade de estar alocado a um grande site ou provedor. Através da RSS os blogs passaram a ter uma relevância maior até na mídia tradicional que já faz uso da ferramenta nos grandes grupos. O visitante de um site que funcione com RSS pode solicitar que as atualizações lhe sejam enviadas (processo conhecido como “assinando um feed”).
A radicalização da Wikipedia
A forma como o usuário tem a possibilidade de alterar um conteúdo ou de acrescentar outro faz da página um exemplo de web 2.0. A enciclopédia baseada nas informações adicionadas pelos usuários é considerada uma experiência radical de confiança, a qual implantou de forma profunda uma nova dinâmica na criação de conteúdos.
Um jornal na web- Análise do site El Pais
No site do jornal espanhol El Pais existe uma mistura de mídias e adaptações das mesmas. Por se tratar da versão online de um jornal impresso, a capa traz muitas semelhanças com o próprio jornal, no topo da página em uma barra de menu horizontal estão distribuídas as editorias. A manchete principal ocupa um espaço maior e com foto, como no impresso. As notícias seguintes possuem destaque e tamanhos diferentes de acordo com sua relevância, até aí bem parecido com o jornal.
Embora lembre o jornal, a página traz uma opção de navegação fácil, podendo acessar a barra de menu e ir direto aos assuntos de seu interesse. Faz uso de galerias de fotos acompanhadas de notícias, proporciona assim um maior conteúdo para os leitores da internet. Os vídeos também têm espaço na página. Nos textos, a formatação segue o estilo da web, com parágrafos, mas não faz uso de links no corpo da notícia. Para substituir o recurso usa box com notícias relacionadas, palavras chaves, índice das últimas notícias e recursos gráficos. O site se apropria de muitos recursos do jornal impresso mas também faz uso de ferramentas da web.
A influência da internet na música, cinema e literatura
Com o advento da internet foi consolidada uma nova forma de comunicação, que surgiu com o avanço da globalização. O encurtar de distâncias entre os países provocado pelo desenvolvimento da aviação civil possibilitou a troca de informações entre culturas diversas. O computador interligado à uma rede, o ciberespaço, que facilita e acelera essa troca de informação, onde se materializou a Cibercultura. A cibercultura se relaciona diretamente com à dinâmica Política, Antropo-social, Econômica e Filosófica dos indivíduos conectados em rede, bem como a tentativa de englobar os desdobramentos que este comportamento requisita.
Essa nova forma comunicação provém de um espaço mais flexível que o produzido nas mídias convencionais tv, rádio e jornal. A influência da internet na produção musical é notada com mais relevância na evolução da música eletrônica, que além de trazer um profundo impacto nos processos de comunicação, pode ter colaborado com a consolidação desse fenômeno musical. Porém, não devemos afirmae que apenas o surgimento de um espaço coletivo global seja o responsável pela descoberta desse novo modo de expressão musical. Entre os representantes desse movimento é o conhecido DJ Fatboy Slim, que arrasta multidões misturando house, acid, funk, hip-hop, electro e techno.
A música sofre influência dessa nova forma de comunicação não apenas na sua produção, mas sobretudo na comercialização, difusão e consumo. Esse meio propicia que artistas pouco conhecidos da mídia tradicional consigam despontar através de sites de relacionamentos, que fazem uma campanha de marketing muito mais em conta. E com isso a grande mídia acaba divulgando os fenômenos surgidos na internet, mudando assim a trajetória tradicional de lançamento de um novo artista. Essa mudança já está afetando as grandes gravadoras e distribuidoras, como menciona no seu blog Antonio Carlos Miguel, no post dança de cadeiras na indústria do disco. No cinema o tema esteve presente em vários trabalhos.
No filme Inteligência Artificial, Steven Spielberg e Stanley Kubrick desenvolvem um roteiro que se passa no futuro, onde as interações com os meios tecnológicos estão muito avançadas. Tanto que as máquinas se parecem muito com os seres humanos e acabam disputando o mesmo espaço.
A literatura também não ficou de fora das inovações, hoje já é possível ler exemplares de livros na internet. Essas e outras informações são desenvolvidas por Mirielen Zaro.